A alimentação quilombola é baseada em alimentos in natura e minimamente processados, alimentos cheios de nutrientes, identidade e ancestralidade. O manejo do cultivo é passado de geração para geração, havendo especificidades em cada comunidade, o que fortalece a cultura alimentar do território. Para saber mais, clique aqui.
Os quilombos representam territórios coletivos de comunhão, de viver em comunidade, compartilhando o acesso à terra e os modos de lidar com ela, o ambiente, as ervas medicinais e as sementes. Durante o período colonial, os quilombos se formaram como estrutura de governo de resistência, que trabalhava em lógica oposta ao estabelecido pelo império, desenvolvendo atividades econômicas, sociais, agrícolas e culturais. Nunca isolados ou apartados da sociedade, como somos levados a pensar, os quilombos estabeleceram variadas relações de trocas com taberneiros, lavradores, garimpeiros, pescadores, camponeses e quitandeiras, ou seja, dialogando com diferentes setores da população. Essas práticas e condutas estão na memória coletiva da população negra como esforço diário pelo direito à vida e à emancipação. Os quilombos, mais do que lugares determinados, são um modo de vida.
Para pesquisar mais informações sobre a história e organização social dos quilombos, apresentamos algumas sugestões de leitura: O quilombo dos palmares de Edson Carneiro; Uma história feita por mãos negras de Beatriz Nascimento; e Mulheres Quilombolas por Selma Dealdina.
Você sabe quantas comunidades quilombolas existem no Brasil e como elas estão distribuídas? O IBGE realizou uma pesquisa sobre isso. Veja alguns resultados na reportagem abaixo:

